Concluída a época de futebol 2013/14, pode-se dizer que foi uma temporada daquelas que iremos recordar pelas melhores razões.
O balanço é muito, muito positivo. Das quatro competições em que participámos, vencemos 3 (Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga) e perdemos a quarta na final (Liga Europa).
Um Triplete que com um bocadinho de sorte podia ter sido um "Poker" de títulos.
O grande mérito destas conquistas é em primeiro lugar do Presidente Luís Filipe Vieira que teimosamente e contra a vontade de muitos adeptos e sócios (eu incluído) e até de outros membros da Direcção, manteve-se fiel à aposta que fez em Jorge Jesus. Numa altura em este até estava em fim de contrato, seguiu a sua convicção e colheu os frutos da aposta que fez.
Em segundo lugar, Jorge Jesus. Foi capaz de erguer uma equipa ganhadora depois desta se ter escaqueirado completamente no final da época anterior. Alvo de muita contestação, até dentro do balneário, conseguiu voltar a formar uma equipa que jogou de olhos fechados. Sem o brilhantismo e nota artística de outras temporadas, é certo, mas com muito mais segurança e eficácia.
Em terceiro lugar, Luisão. O nº 4 (ou n.º 3 como o Jesus disse em Londres) foi tudo aquilo que devia ser e mais até. Foi defesa, foi avançado, foi patrão, foi voz de comando, foi a cara dos colegas (inclusivamente contestando os adeptos), enfim, foi um Capitão que nunca se escondeu e que disse presente sempre que necessário.
Tudo isto se consumou num 2013/14 à Benfica. O ano em que o Campeão voltou.
Mas nem tudo foi um mar de rosas. A época começou envolta numa nuvem negra, que mais negra se tornou após o tropeção na Madeira, logo na primeira jornada. O final, no entanto, foi bem mais doce do que aquilo que parecia vir a ser. A partir de certa altura (acredito que a morte do Eusébio tenha contribuído para isso) equipa adeptos uniram-se em torno do mesmo objectivo e batalharam em conjunto por cada golo, por cada vitória. O resultado disso foi este Triplete que tanto nos orgulha.
Eis aqueles que para mim foram os jogos e momentos mais marcantes para o resultado final da temporada:
Com a vitória no 3.º jogo da final em Guimarães conquistámos o Tricampeonato, confirmando a supremacia nesta modalidade.
Em 2013/14 a equipa junta ainda a Taça de Portugal (aqui), a Taça da Liga e a Supertaça ao palmarés do Maior, o que significa que não deixou ficar nada para ninguém.
Parabéns Carlos Lisboa, Parabéns Equipa, Parabéns Glorioso!
Numa aula cujo tema era a vida animal em África a Professora explica aos alunos os principais aspectos da vida de alguns animais daquele continente.
Depois de falar sobre as zebras, os macacos e os elefantes a Professora apresenta algumas características das hienas:
- A hiena é um animal que vive no centro de África, é necrófago, tem um ciclo de reprodução anual e emite uns sons semelhantes aos do homem ao rir-se.
Depois desta breve explicação a professora pergunta à sala se percebeu.
- Sim senhora Professora, a hiena é um animal que vive no centro de África, é necrófago, faz amor uma vez ao ano e emite uma vocalização similar ao som do homem ao rir-se.
- Muito bem, Serginho. Vamos lá a ver se o Paulinho percebeu.
- A hiena vive longe, algures em África, come carne podre, curte uma vez ao ano e ri-se como o homem.
- Está bem Paulinho… uma visão um pouco moderna mas vejo que compreendeste a lição.
E agora o menino Eusébiozinho. Compreendeu a explicação?
- Nem por isso Professora. Há uma coisa que não consigo perceber. Essa hiena vive num lugar com poucas condições, só come trampa e tem relações sabe Deus quando. Professora, mas afinal a hiena ri-se de quê?
SLB 1 - 0 Rio Ave (Taça de Portugal - Final)
(Gaitán 20')
E aconteceu mesmo. Romaria com direito a Tripleta inédita para o Glorioso.
Campeonato, Taça da Liga e Taça de Portugal.
Jogo ao qual se pode aplicar a famosa frase "teve duas partes bastante distintas".
A primeira de domínio total e absoluto (embora tranquilo) do Glorioso que se consumou no golo da vitória. Mais um grande golo do Gaitán (de pé direito!?).
A segunda trouxe-nos um Rio Ave muito mais intenso e atrevido que autenticamente rebentou com o Benfica. Muitas, muitas dificuldades do ponto de vista físico, sobretudo em Rúben Amorim (teve que ser substituído), Sálvio (devia ter sido substituído, mas não foi) e Enzo Pérez (também devia ter sido substituído, mas também não foi).
Jesus não esteve nada bem, mas ao contrário de outras tardes/noites teve a sorte do seu/nosso lado.
A equipa jogou em grande défice físico a partir do meio da segunda parte, mas as substituições não tiveram isso em conta (excepção feita à de Rúben Amorim) e nos últimos 15 minutos estivemos a jogar praticamente com menos 2 em campo. Se tem havido prolongamento não teríamos hipótese de resistir aos esforços do Rio Ave.
Valeu-nos o poste uma vez e Oblak sempre.
Aliás, há muito que não me referia ao nosso jovem guarda-redes, mas a cada 90 minutos, frequentes foram as vezes em que não sofremos golos. E se nalguns jogos não foi necessário dizer presente, hoje não foi o caso e respondeu sempre ao mais alto nível.
Enfim, desta vez o destino sorriu-nos e fomos felizes.
Destaques positivos:
Taça 25 no Museu, Dobradinha no Museu e Triplete no Museu.
Oblak
Hoje os nossos "meninos" fizeram uma vez mais da casa do FCP o salão de festas e sagraram-se campeões nacionais de Iniciados ao baterem os da casa por 3-2.
Parece que é a 4.ª vitória em 6 anos neste escalão, o que pode significar que o trabalho que está a ser feito tem qualidade.
Parabéns aos miúdos e respectiva equipa técnica liderada pelo "Mister" Luis Nascimento.
De pequenino é que se torce o pepino. Vão-se habituando a ganhar e assim é que deve ser.
Benfica 2 - 0 Rio Ave (Taça da Liga - Final)
(Rodrigo 41'; Luisão 78')
Esta já cá canta.
Da forma correcta, sem menosprezar um adversário que se preparou muito bem e que nos criou imensas dificuldades na primeira parte, vencemos a primeira final que tínhamos que disputar.
Volto a repetir que esta era a mais importante das 3 finais, não por ser a competição mais importante (não é claramente), mas pelo efeito psicológico que uma derrota poderia ter nas restantes.
A vitória foi irrepreensível numa competição que foi sempre encarada da forma correcta, à excepção do jogo do Dragão (conforme apontado aqui).
Destaques positivos:
Seriedade com que o jogo foi encarado, ainda que com muitas dificuldades nos primeiros 35 minutos.
Luisão com mais uma exibição à Capitão.
Destaques negativos:
Quais destaques negativos?
Nota artística (0 a 10): 7
P.S.: A brincar a brincar já são 5.
P.S.2: Mais uma vez acertei no prognóstico (aqui).
Mais um título em dia de festa na Luz. O Glorioso tornou-se ontem bicampeão nacional de voleibol ao bater o Fonte Bastardo no nosso pavilhão por 3-1.
Este título é mais uma confirmação da assertividade da decisão de Luis Filipe Vieira ao manter José Jardim como treinador da equipa há 2 épocas atrás, após uma série de 3 campeonatos consecutivos perdidos na final.
Parabéns à equipa, ao departamento e, claro, ao Benfica.