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4 de fevereiro de 2015

'Tá quase

E se num restaurante após mais de 45 minutos à espera de ser servido o empregado de mesa jovialmente lhe diz o seguinte?

- Daqui a bocado 'tá quase a sair.


É Angola, mano!

6 de novembro de 2014

Angolan Connection

Hoje recebi uma prenda trazida directamente de Liverpool pelas mãos de um amigo que é um devoto supporter do maior clube local.

Apesar de trabalhar a mais de 5.000 km de distância de casa, mantém o seu lugar cativo em Anfield há mais de 30 anos.

Deve ser das poucas pessoas no mundo (é a única que eu conheço) que assistiu in loco às tragédias dos jogos de Heysel Park e e de Hillsborough e que está aí para contar.



Em troca levou uma  camisola do Glorioso personalizada com o número 10 e o nome Eusébio.

Desta vez, Angola proporcionou que Liverpool passasse a ser um bocadinho mais Benfica.

7 de agosto de 2014

Naja Melanoleuca

Não, não é um reforço para o Glorioso.

Estava clandestina na embarcação e houve que recuperá-la.

Primeiro, a descorberta.

Depois, a busca do socorro.


O avistamento do salvador.


O encontro com o salvador.


A análise da posição da vítima...


Uma primeira abordagem muito pouco ortodoxa.


Uma segunda abordagem, desta feita por barco.


A primeira tentativa de contacto...


... que foi desconseguida (fugiu).


Nova tentativa.


A luta para conseguir alcançar a vítima...


que enfim foi salva...


... e acondicionada.


Quem era?

Uma sublime Cobra da Floresta (Naja Melanoleuca) possuídora de veneno neurotóxico mortal.


É o que há por aqui.

26 de julho de 2014

Radio 5, 88.7 Hz

Apesar de tudo, que bom que é entrar no carro em pleno Soyo às 6h40 da manhã, ligar o auto-rádio e a primeira frase que se ouve é:

"O Benfica disputa hoje no Estádio da Luz a Eusébio Cup"


10 de julho de 2014

Vizinhanças

Há tempos descobri que tinha vizinhos novos aqui na rua:

Três vacas que pastavam sossegadamente, enquanto eram observadas por uma dúzia de miúdos. 


Um dia depois fui ao centro do Soyo e inadvertidamente deparei-me com uma cabeça (que me pareceu conhecida) à venda em cima de um tampo num boteco de beira de estrada.

Quando cheguei a casa confirmei que de facto a população da rua tinha diminuído.

É a vida.

3 de julho de 2014

Navegar É Preciso (IX)

Barco feito por um segurança que quando não está a empunhar uma metralhadora, se entretém a fazer brinquedos como este com sobras de roofmate.

2 de julho de 2014

Kupapata

Mais um post dedicado aos "transportes público-privados" de Angola. Desta feita de 3 rodas.

São potentes e são bastante comuns no Soyo. Tão ou mais que os Candongueiros (aqui).

Estes veículos são robustos e versáteis ao máximo. São capazes de passar nos piores trilhos de picada e por isso vão onde outros transportes não conseguem chegar.

Tanto podem levar 10 passageiros (tipo concurso do Júlio Isidro), como podem carregar materiais de construção, produtos hortícolas e animais. Às vezes, tudo ao mesmo tempo.

O número máximo de passageiros está condicionado à habilidade que os mesmos têm de se pendurarem na motorizada. Dentro da caixa, agarrados ao toldo, ou mesmo sentados à frente, de costas para o trânsito. Vale tudo.

Na estrada, atravessam e ultrapassam (seja pela direita, seja pela esquerda) com tal à vontade e desfaçatez que é como se tivessem total e absoluta prioridade sobre os outros veículos. Nem vale a pena contrariar.

É frequente vê-los "arrumados" na berma da estrada com uma roda no ar.

É que aqui, a oficina é onde for preciso.

Aqui são conhecidos por Kupapata, mas para mim são os Kawa qualquer coisa, porque a maioria deles são de marcas cujo nome é decalcado da marca nipónica Kawasaki.

Por exemplo Kawasiki, Keweseki, Kewasek, Kawaseki, Kawisiki, Kawesekl e por aí fora.

Eis alguns exemplares...





E lá vão eles...













Ou talvez não...