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4 de fevereiro de 2015

'Tá quase

E se num restaurante após mais de 45 minutos à espera de ser servido o empregado de mesa jovialmente lhe diz o seguinte?

- Daqui a bocado 'tá quase a sair.


É Angola, mano!

7 de agosto de 2014

Naja Melanoleuca

Não, não é um reforço para o Glorioso.

Estava clandestina na embarcação e houve que recuperá-la.

Primeiro, a descorberta.

Depois, a busca do socorro.


O avistamento do salvador.


O encontro com o salvador.


A análise da posição da vítima...


Uma primeira abordagem muito pouco ortodoxa.


Uma segunda abordagem, desta feita por barco.


A primeira tentativa de contacto...


... que foi desconseguida (fugiu).


Nova tentativa.


A luta para conseguir alcançar a vítima...


que enfim foi salva...


... e acondicionada.


Quem era?

Uma sublime Cobra da Floresta (Naja Melanoleuca) possuídora de veneno neurotóxico mortal.


É o que há por aqui.

10 de julho de 2014

Vizinhanças

Há tempos descobri que tinha vizinhos novos aqui na rua:

Três vacas que pastavam sossegadamente, enquanto eram observadas por uma dúzia de miúdos. 


Um dia depois fui ao centro do Soyo e inadvertidamente deparei-me com uma cabeça (que me pareceu conhecida) à venda em cima de um tampo num boteco de beira de estrada.

Quando cheguei a casa confirmei que de facto a população da rua tinha diminuído.

É a vida.

3 de julho de 2014

Navegar É Preciso (IX)

Barco feito por um segurança que quando não está a empunhar uma metralhadora, se entretém a fazer brinquedos como este com sobras de roofmate.

2 de julho de 2014

Kupapata

Mais um post dedicado aos "transportes público-privados" de Angola. Desta feita de 3 rodas.

São potentes e são bastante comuns no Soyo. Tão ou mais que os Candongueiros (aqui).

Estes veículos são robustos e versáteis ao máximo. São capazes de passar nos piores trilhos de picada e por isso vão onde outros transportes não conseguem chegar.

Tanto podem levar 10 passageiros (tipo concurso do Júlio Isidro), como podem carregar materiais de construção, produtos hortícolas e animais. Às vezes, tudo ao mesmo tempo.

O número máximo de passageiros está condicionado à habilidade que os mesmos têm de se pendurarem na motorizada. Dentro da caixa, agarrados ao toldo, ou mesmo sentados à frente, de costas para o trânsito. Vale tudo.

Na estrada, atravessam e ultrapassam (seja pela direita, seja pela esquerda) com tal à vontade e desfaçatez que é como se tivessem total e absoluta prioridade sobre os outros veículos. Nem vale a pena contrariar.

É frequente vê-los "arrumados" na berma da estrada com uma roda no ar.

É que aqui, a oficina é onde for preciso.

Aqui são conhecidos por Kupapata, mas para mim são os Kawa qualquer coisa, porque a maioria deles são de marcas cujo nome é decalcado da marca nipónica Kawasaki.

Por exemplo Kawasiki, Keweseki, Kewasek, Kawaseki, Kawisiki, Kawesekl e por aí fora.

Eis alguns exemplares...





E lá vão eles...













Ou talvez não...

13 de junho de 2014

Deliciosa Degustação

Menu de degustação no Hotel Nempanzu, no Soyo.

Mousse de lagosta com crocante de arroz impregnado em tinta de choco

Bacalhau em espuma de batata sobre uma cama de puré de batata e grão

Granizado de champanhe e erva príncipe com aromas de café

Lombinho de vitela vestido com bacon fumado em cama de risoto de legumes

Sortido de sabores frescos e pastel de nata

Trufa au chocolat em teia de caramelo

E claro, tudo acompanhado de excelente vinho.