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21 de fevereiro de 2014
18 de fevereiro de 2014
A Pedra do Feitiço
No mais recente passeio de Domingo fui conhecer a famosa (!?) Pedra do Feitiço na província do Zaire, em Angola. O que há a reter é o seguinte... (pausa para respirar fundo).
São cerca de 80 km de caminho na picada (daquelas mesmo duras) numa viagem que demora cerca de 3h30 (se não houver nenhum azar do género o carro ficar sem tracção às 4 rodas), sob um calor abrasador de 38º C, passando por não mais do que 3 povoações e chegar ao local e não haver pedra nenhuma para ver, quanto mais o feitiço.
Ah, o mapa ficou em casa e em 90 por cento do percurso não havia rede móvel para o caso de haver algum azar.
Valeram as fantásticas vistas da savana e da selva africanas e, claro, mais uma aventura.
À saída do Soyo (atrás de um Candongueiro).
São cerca de 80 km de caminho na picada (daquelas mesmo duras) numa viagem que demora cerca de 3h30 (se não houver nenhum azar do género o carro ficar sem tracção às 4 rodas), sob um calor abrasador de 38º C, passando por não mais do que 3 povoações e chegar ao local e não haver pedra nenhuma para ver, quanto mais o feitiço.
Ah, o mapa ficou em casa e em 90 por cento do percurso não havia rede móvel para o caso de haver algum azar.
Valeram as fantásticas vistas da savana e da selva africanas e, claro, mais uma aventura.
À saída do Soyo (atrás de um Candongueiro).
Início da picada.
A savana.
A Pedra do Feitiço ali ao fundo com 3 horas de viagem na bagagem.
A vista na Pedra do Feitiço (rio Zaire e a República Democrática do Congo na outra margem), sob a escolta de um soldado armado por causa das jibóias.
Antes do regresso, passagem pela igreja local (o carro ficou sem tracção às quatro rodas).
E uma paragem para contemplar o horizonte à chegada a Sumba (mais ou menos a meio caminho).
Ainda a tempo de ver o Glorioso vencer o Paços de Ferreira.
5 de fevereiro de 2014
Desconseguir viajar... e mesmo assim conseguir
No pouco tempo que passou desde que aterrei em Angola já deu
para perceber que existe uma perspectiva perante os problemas que até aqui me era estranha.
Conforme me explicaram à minha chegada, aqui é tudo normal. Até o que não é normal, passa a ser.
Conforme me explicaram à minha chegada, aqui é tudo normal. Até o que não é normal, passa a ser.
Uma das principais causas desse estado de espìrito (no fundo é isso mesmo) tem a ver com um fenómeno que aqui se manifesta em praticamente todas as situações que se pode designar por Desconseguir (ver aqui).
Acontece que aqui nada é garantido e nem sempre o que parece fácil... é fácil.
Mas o que é certo é que de revés em revés as coisas mais ou menos vão funcionando (embora mais para menos do que para mais).
Aliás, a viagem que dá origem a este post é consequência de uma série de circunstâncias, episódios caricatos, peripécias e imprevistos, enfim, "encanzinanços". E dos grandes.
Acontece que aqui nada é garantido e nem sempre o que parece fácil... é fácil.
Mas o que é certo é que de revés em revés as coisas mais ou menos vão funcionando (embora mais para menos do que para mais).
Aliás, a viagem que dá origem a este post é consequência de uma série de circunstâncias, episódios caricatos, peripécias e imprevistos, enfim, "encanzinanços". E dos grandes.
O que é facto é que eu tinha um programa estabelecido.
Esse programa era bastante simples e consistia em ir do Soyo a Luanda para estar presente numa reunião.
Tanto a ida para Luanda, como a vinda para o Soyo seriam feitas de avião na TAAG, viagem que não demoraria mais do que 1 hora.
No entanto, devido a um conjunto de desencontros, situações caricatas e falhanços alheios que talvez um dia venha a contar, o regresso fez-se por terra, de carro, num percurso com extensão total de 420 km, dos quais 170 km (os últimos) em picada.
Foram 7 horas sem parar.
Lamentavelmente o registo fotográfico terminou por falta de bateria pouco depois de passar por Nzeto (mais ou menos a meio da viagem), pelo que não foi possível ilustrar as últimas 3 horas de viagem, 2 delas feitas na escuridão absoluta da noite (parecido com isto, mas com o terreno muito acidentado).
Eis algumas fotos da viagem.
À partida de Luanda.
Saindo de Luanda.
A caminho da Barra do Dande.
Na Barra do Dande (Provincia do Bengo).
A caminho de Nzeto.
Chegada a Nzeto (Província do Zaire).
Saída de Nzeto.
A caminho do Soyo.
A picada ali ao fundo.
Início (fim) da picada.
E depois foram só mais 3 horas... mas cheguei.
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